Erika Hilton acusa 'interferência estrangeira' em eleições e protocola CPI das big techs
Parlamentar do PSOL busca 171 assinaturas na Câmara para investigar atuação de plataformas; Meta admitiu 'falhas técnicas' em campanha de Lula.

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) protocolou neste sábado (17) um requerimento para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara dos Deputados, com o objetivo de investigar a atuação das big techs durante as eleições brasileiras. A parlamentar afirmou haver indícios de que bilionários estrangeiros estariam interferindo no pleito nacional.
A iniciativa da deputada surge após a Meta, empresa controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp, admitir nesta sexta-feira (16) que “falhas técnicas” impactaram a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em sua corrida pelo Palácio do Planalto. Apesar da admissão, a companhia negou qualquer interferência política, assegurando que os problemas foram rapidamente corrigidos e que o candidato Flávio Bolsonaro também havia reportado falhas semelhantes.
Para que a CPI seja instalada na Câmara, são necessárias ao menos 171 assinaturas de deputados. Erika Hilton declarou que está em busca do apoio necessário “para que, independentemente de qual seja o resultado das urnas, as big techs sejam investigadas”, conforme publicação em suas redes sociais.
Em outra postagem na plataforma X, também neste sábado, a deputada reforçou seu posicionamento, afirmando acompanhar “abusos cometidos por empresas como a Meta” e que “tudo indica que as eleições brasileiras estão sofrendo interferência de bilionários estrangeiros”.
Paralelamente, o Ministério da Justiça e Segurança Pública já acionou a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e o Ministério Público Federal (MPF) para apurar possíveis irregularidades nas práticas de moderação de conteúdo da Meta, conforme noticiado pelo jornal O Globo.



