Esquerda é criticada por politizar incêndio na UFPE e silenciar sobre queimadas na Amazônia
Incidente em bloco desativado da universidade gerou onda de boatos sem provas, enquanto dados do Inpe revelam recorde de focos de calor no bioma amazônico.

A militância e lideranças de esquerda se tornaram alvo de severas críticas por, supostamente, utilizar um incêndio em um bloco administrativo desativado da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) para fins eleitorais neste segundo turno.
O incidente, ocorrido nesta quarta-feira (7), provocou uma imediata mobilização de setores governistas nas redes sociais, que tentaram associar o acidente à oposição e a uma suposta violência política. A acusação foi feita mesmo sem qualquer laudo pericial ou prova que sustente tais afirmações.
A rápida tentativa de transformar o episódio em palanque político é apontada por críticos e analistas como um exemplo de hipocrisia discursiva. Enquanto a esquerda se apressa em nacionalizar um caso local cujas causas ainda são desconhecidas, o mesmo grupo político mantém um silêncio significativo diante dos recordes históricos de queimadas na Amazônia registrados sob a gestão do presidente Lula.
A alegada "cortina de fumaça" sobre o ocorrido na UFPE ignora dados oficiais e a grave realidade ambiental que o Brasil enfrenta. Parlamentares do PSOL e do PT, por exemplo, usaram as redes sociais para sugerir motivação criminosa e política no incêndio, preterindo os trâmites legais de investigação e utilizando a estrutura acadêmica para inflamar a militância às vésperas da votação.
Em contraste, dados consolidados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) indicam que, no atual mandato, o bioma amazônico enfrentou os piores focos de incêndio em quase duas décadas, superando a marca de 140 mil focos de calor. Durante essa crise ambiental, as mesmas lideranças que hoje se manifestam veementemente por um prédio universitário evitaram cobrar responsabilidade do Palácio do Planalto.
Setores da oposição repudiaram as insinuações da esquerda sobre o caso de Pernambuco, classificando a tática como "desespero de campanha" para desviar o foco dos reais problemas econômicos e ambientais que o governo atual não consegue resolver.
Ao priorizar narrativas ideológicas em detrimento de crises reais que devastam o patrimônio ecológico do país, a militância governista, segundo analistas, expõe uma postura seletiva que visa unicamente o ganho político na reta final da disputa presidencial.



