Operação identifica furto de energia em 12 pontos e prejuízo de R$ 180 mil
Ações da Polícia Civil, Energisa e Politec resultaram na condução de seis pessoas e apontam riscos à segurança pública.

A Polícia Civil, em colaboração com a Energisa e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), deflagrou nesta terça-feira (20) uma nova fase da Operação Circuito Fechado em Várzea Grande, Mato Grosso. A ação identificou furto qualificado de energia elétrica em 12 estabelecimentos comerciais, gerando um prejuízo estimado em R$ 180 mil à concessionária. As diligências resultaram na condução de seis pessoas à delegacia, autuadas por furto qualificado, e na apreensão de uma arma de fogo adulterada com um dos suspeitos.
A Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Várzea Grande conduziu as diligências com o objetivo de combater as fraudes no consumo de energia. Durante o cumprimento de mandados em 12 locais suspeitos, que incluíam distribuidoras de bebidas, lojas, mercearias, bares, oficinas e funilarias, foram constatadas irregularidades. Entre elas, destacam-se ligações clandestinas diretas na rede elétrica, popularmente conhecidas como ‘gatos’, e a manipulação de medidores para adulterar o registro do consumo.
O delegado Sérgio Luís Henrique Almeida, responsável pela operação, ressaltou o expressivo impacto financeiro dessas práticas. “Além do impacto financeiro direto, o furto de energia gera perdas que pesam na conta dos demais consumidores”, explicou, detalhando o mecanismo pelo qual os custos adicionais decorrentes das perdas são, em última instância, repassados para a base de clientes regulares da concessionária, elevando o valor das tarifas.
As implicações das ligações clandestinas se estendem para além do prejuízo econômico direto. O delegado Almeida também enfatizou os graves riscos à segurança pública associados a essas adulterações. “As ligações clandestinas também representam sérios riscos à segurança pública, podendo causar curtos-circuitos, incêndios e interrupções no fornecimento”, afirmou, sublinhando a instabilidade e o perigo potencial que tais modificações impõem à integridade da rede elétrica e à vida dos cidadãos.
Até o momento, as seis pessoas conduzidas à delegacia, identificadas como proprietários ou responsáveis pelos pontos fiscalizados, foram autuadas em flagrante pelo crime de furto qualificado pela fraude. Em um dos casos específicos, um dos suspeitos foi flagrado em posse de uma arma de fogo adulterada, o que acarretou uma imputação criminal adicional, aprofundando as investigações sobre a origem e o propósito do armamento encontrado.
A operação mobilizou um contingente significativo de mais de 50 profissionais, incluindo membros das forças policiais, peritos da Politec e técnicos da Energisa. A cooperação técnica e policial empregada nesta fase da Operação Circuito Fechado visa a fortalecer a eficácia das fiscalizações e a aprimorar os mecanismos de proteção tanto da infraestrutura energética quanto da segurança da população de Mato Grosso.



