Participação de eleitores em MT nas urnas atinge maior índice em 12 anos e se aproxima da média nacional
Com 77,80% de comparecimento no 1º turno das Eleições de 2026, o índice foi impulsionado por mulheres e jovens, segundo dados do TRE-MT.

O estado de Mato Grosso registrou a maior taxa de comparecimento dos eleitores às urnas dos últimos 12 anos em pleitos presidenciais, conforme dados do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT) divulgados nesta terça-feira (20). No primeiro turno das Eleições Gerais de 2026, ocorrido em 4 de outubro, 77,80% do eleitorado apto compareceu para votar. Esse índice demonstra um engajamento crescente e coloca o estado a apenas 1,36 ponto percentual da média nacional de participação eleitoral considerada em território brasileiro.
A análise comparativa com o cenário nacional evidencia a significativa aproximação de Mato Grosso dos patamares de engajamento em âmbito federal. O comparecimento geral no país alcançou 78,92%, considerando eleitores no Brasil e no exterior. Contudo, ao focar exclusivamente no eleitorado que vota em território nacional, a participação ascende para 79,16%, demonstrando uma estreita convergência do desempenho mato-grossense com o índice médio do país.
A trajetória ascendente da participação eleitoral em Mato Grosso é confirmada pela série histórica fornecida pelo TRE-MT, que revela um engajamento progressivo em pleitos presidenciais. Em 2014, o comparecimento foi de 77,09%, seguido por 75,45% em 2018, e 76,62% em 2022. O índice de 77,80% em 2026 consolida essa tendência de maior adesão cívica e reflete uma mobilização contínua.
Em termos práticos, esse avanço na taxa de comparecimento coexiste com um robusto aumento no contingente eleitoral do estado. Dos 2.638.230 cidadãos aptos a votar atualmente, 2.052.599 exerceram seu direito. A expansão do eleitorado mato-grossense é notável: de 2,19 milhões de pessoas aptas a votar em 2014, o número saltou para 2,64 milhões no pleito atual, adicionando quase 450 mil novos votantes ao longo do período.
Públicos que impulsionaram a participação nas urnas
O incremento na presença nas urnas foi notadamente impulsionado por grupos específicos de eleitores. As mulheres lideraram o engajamento, com uma taxa de participação de 79,39%, o que representa 1.076.284 votantes. Esse dado sublinha um contraste significativo em relação à participação masculina, que registrou 76,13%, evidenciando o papel preponderante das eleitoras na composição do resultado final.
Em relação às faixas etárias, os eleitores com idades entre 60 e 64 anos apresentaram a menor porcentagem de abstenção, fixada em 14,29%. Esse indicador aponta para uma elevada conscientização cívica e mobilização dentro desse segmento demográfico, que contribui substancialmente para a média geral de comparecimento nas eleições.
Além disso, a participação dos jovens de 16 e 17 anos, cujo voto é facultativo, foi um fator relevante. Com uma taxa de presença de 77,76%, esse grupo demonstrou um engajamento alinhado à média geral do estado, sublinhando a importância da inclusão cívica e da mobilização desde as primeiras idades eleitorais, mesmo sem a obrigatoriedade do voto.



