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Mato Grosso

Pivetta diz que MT não depende da União e declara apoio a Flávio Bolsonaro

Governador reeleito de Mato Grosso critica 'gastança irresponsável' e defende 'escola de Paulo Guedes' para Fazenda.

publicado em 07/10/2026 às 01:01
atualizado há 12 dias

Pivetta diz que MT não depende da União e declara apoio a Flávio Bolsonaro
Crédito: Reprodução / Internet

O governador reeleito de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), declarou apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial. Em entrevista ao CNN 360° após a vitória nas urnas no primeiro turno, Pivetta também enfatizou a autonomia financeira do estado e sua independência do governo federal.

Pivetta reiterou que a população mato-grossense confiou a ele a missão de governar por mais quatro anos, dando continuidade a um ciclo de prosperidade iniciado em 2019. O gestor reforçou seu compromisso com uma "política de poucas palavras e muitos resultados", conforme sua própria definição.

Sobre a autonomia estadual, o governador foi enfático ao afirmar que Mato Grosso não possui dependência financeira da União. "Nós não temos nenhuma dependência financeira, não temos nenhuma expectativa no governo central. Nós resolvemos tomar para nós o nosso destino", declarou. Ele destacou que o estado é responsável por um terço da produção de grãos do Brasil, gerando cerca de 110 milhões de toneladas em 13 milhões de hectares, o suficiente para abastecer aproximadamente um bilhão de pessoas globalmente.

Questionado sobre o impacto de possíveis tarifas impostas pelo presidente americano, Donald Trump, ao setor agrícola, Pivetta minimizou os efeitos. Segundo ele, os Estados Unidos não representam um grande mercado para as exportações do estado, que se posiciona mais como consumidor de bens e receptor de investimentos norte-americanos, especialmente em máquinas e equipamentos.

No cenário político nacional, Pivetta explicitou seu posicionamento para o segundo turno da disputa presidencial. "Nós já decidimos. Nós queremos a mudança no Brasil. Nós apoiamos o Flávio Bolsonaro, nós apoiamos o 22", afirmou. Ele argumentou que o país necessita de coragem para implementar reformas estruturais, e que a recente eleição de um novo Congresso Nacional já sinalizou essa vontade popular.

O governador de Mato Grosso ainda criticou veementemente a "gastança irresponsável" do atual governo federal, apontando os elevados juros como um entrave ao desenvolvimento econômico. "Não tem nenhum estímulo para ninguém investir", disse. Indagado sobre o futuro ministro da Fazenda em uma eventual gestão Flávio Bolsonaro, Pivetta manifestou a expectativa por "alguém da escola do Paulo Guedes", alinhado à linha econômica já praticada.

Ao abordar a possibilidade de Tarcísio de Freitas, reeleito governador de São Paulo, ser um candidato à presidência em 2030, Pivetta demonstrou cautela, afirmando que "É longe para a gente falar nisso". Contudo, elogiou Tarcísio como "um grande governador" e "uma grata revelação" na política brasileira, ressaltando sua ascensão em apenas quatro anos.

Pivetta concluiu a entrevista defendendo a renovação no panorama político nacional, valorizando a chegada de novos perfis – não necessariamente jovens em idade, mas com um "inconformismo" em relação às práticas políticas tradicionais. "A máquina pública tem que servir para prestar os serviços e fazer as obras necessárias para o país prosperar", finalizou.

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