Jornalista da Jovem Pan é hostilizado em ato pró-Lula na capital paulista
Repórter foi alvo de arremesso de objetos e ofensas de 'fascista'; PT e aliados emitiram nota de repúdio e desculpas.

Um repórter da Jovem Pan foi alvo de hostilidade na noite desta terça-feira (13) enquanto realizava a cobertura de um ato pró-Lula, na Zona Oeste de São Paulo. O incidente ocorreu no Largo da Batata, quando o profissional se preparava para uma entrada ao vivo e foi surpreendido por manifestantes com gritos e objetos.
Vídeos que circulam nas redes sociais registraram o momento da confusão, onde o jornalista foi atingido por cubos de gelo. Além disso, garrafas e latas foram arremessadas em sua direção, enquanto manifestantes proferiam xingamentos como “recua, fascista”.
Após o início da hostilidade, o repórter precisou ser escoltado por seguranças. A equipe de proteção trabalhava para o ex-ministro Fernando Haddad (PT), que discursava no momento do ocorrido, e para a vereadora Luna Zaratinni.
Em um gesto de desagravo, Haddad fez uma ligação para o jornalista logo após o incidente para pedir desculpas. A organização do evento reforçou a posição do ex-ministro com a divulgação de uma nota oficial de repúdio.
O comunicado, assinado pelo Partido dos Trabalhadores (PT) e por legendas aliadas que colaboraram na organização da manifestação, repudiou a conduta dos envolvidos.
“A organização do ato desta noite repudia, em nome do PT e dos partidos federados, os atos promovidos por alguns contra a equipe da Jovem Pan”, inicia o texto.
A nota também fez questão de ressaltar que a conduta esperada dos participantes de atos políticos é pautada pela democracia e pela paz, distanciando-se dos agressores. O documento afirma ainda que as pessoas que protagonizaram os atos de hostilidade não possuíam ligação direta com a militância partidária.
“Atitudes que cerceiam a liberdade de imprensa são inaceitáveis e não podem ser toleradas. Nosso ato é pacífico, democrático e em defesa de direitos. A postura de alguns participantes - que não tinham relação direta com a militância partidária - não representa esses princípios e não tem lugar em uma mobilização que valoriza a democracia, o respeito e a liberdade de expressão. Reafirmamos nossa solidariedade aos profissionais envolvidos e nosso compromisso com a liberdade de imprensa”, diz o trecho do comunicado oficial.
A manifestação no Largo da Batata, realizada nesta terça-feira, foi o segundo evento pró-Lula na capital paulista em um intervalo de três dias. O ato contou com a presença de diversas figuras políticas importantes da esquerda e centro-esquerda.
Entre os presentes estavam nomes como Marina Silva (Rede), Simone Tebet (PSB) e Erika Hilton (PSOL), além de jovens lideranças eleitas para cargos legislativos. Marcaram presença Duda Hidalgo (PT), Natália Boulos (PSOL), Sofia Favero (PSOL), Leonardo Grandini (PT) e Guilherme Cortez (PSOL).



