Nunes Marques volta a suspender canal 'Exército do Lula' no WhatsApp após alterações
Decisão do presidente do TSE trava atualizações e entrada de novos membros; medida já havia sido derrubada por Cueva dias antes.

O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta terça-feira (13) a suspensão das atualizações e da entrada de novos seguidores no canal “Exército do Lula”, no WhatsApp. O grupo, que reúne 3,7 milhões de usuários, teve a restrição imposta após a área técnica do tribunal identificar alterações no histórico de publicações.
A retomada das atividades do canal dependerá da comunicação formal do seu endereço eletrônico à Justiça Eleitoral. Após o envio da informação, será necessário aguardar um prazo de 48 horas para que novas publicações sejam permitidas, conforme estabelece a legislação eleitoral.
O caso ganhou um novo desdobramento depois que a área técnica do TSE apontou que mensagens veiculadas entre os dias 25 e 29 de setembro foram apagadas ou editadas. Essa alteração do conteúdo, segundo o relatório encaminhado à corte, deixou lacunas que impediram uma análise completa dos riscos e do teor das publicações.
A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) foi quem inicialmente apresentou um dossiê ao TSE, relacionando 499 mensagens que teriam sido excluídas. Dentre elas, três publicações já haviam sido classificadas como fake news pelo próprio tribunal, que já havia determinado a remoção dos conteúdos.
Nunes Marques havia determinado a restrição do canal pela primeira vez no último domingo (11). No entanto, horas depois, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Cueva, derrubou a medida, mantendo a suspensão até que o plenário do TSE examine o caso.
Na segunda-feira (12), a equipe técnica do tribunal informou que, inicialmente, não havia localizado as publicações mencionadas na ação. Contudo, o relatório não descartou a possibilidade de que os conteúdos tivessem sido excluídos antes da verificação pela equipe.
Ao justificar a exigência de registro do canal, o ministro Kassio Nunes Marques afirmou ser “incontroverso” que o deputado federal André Janones (Rede-MG), apontado como administrador do canal, atua em coordenação com a campanha presidencial.



