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Gasolina tem aumento de ICMS em fevereiro; etanol se mantém vantajoso em MT

Mudança na tributação pode favorecer o biocombustível, que já é competitivo no estado.

publicado em 31/10/2026 às 22:59

Gasolina tem aumento de ICMS em fevereiro; etanol se mantém vantajoso em MT
Crédito: Reprodução / Internet

A partir de 1º de fevereiro de 2027, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da gasolina em Mato Grosso sofrerá um aumento de 4,5%, passando de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro. Apesar desse reajuste, o etanol não será afetado pela alteração tributária, o que pode beneficiar os motoristas que optam pelo biocombustível no estado.

A decisão de aumentar a alíquota do ICMS foi aprovada pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) e publicada no Diário Oficial da União. Além da gasolina, o óleo diesel também terá um aumento significativo, com a alíquota subindo de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro, representando um incremento de 11,1%. O etanol, por sua vez, manterá sua tributação atual, o que o torna uma alternativa ainda mais atrativa para os consumidores.

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) revelam que o preço médio do etanol hidratado em Mato Grosso é equivalente a 60,4% do valor da gasolina, colocando o estado em uma posição competitiva em nível nacional. Essa relação de preços é uma das melhores do Brasil e pode incentivar ainda mais o uso do etanol pelos motoristas.

José Fernando Mazuca Filho, presidente do Sindicato das Indústrias de Bioenergia de Mato Grosso (BIOIND-MT), destaca que a combinação de preços competitivos e a produção local de etanol podem aumentar a demanda pelo biocombustível. Atualmente, o etanol hidratado e o anidro representam 61,3% do consumo de combustíveis do ciclo Otto em Mato Grosso, superando a média nacional de 41,23%.

“O etanol hidratado é uma solução disponível hoje, em grande escala e produzida aqui em Mato Grosso. O estado tem a melhor relação de preço entre etanol e gasolina do país, e cada litro abastecido com etanol gera emprego, renda e arrecadação dentro do próprio estado”, afirma Mazuca.

A produção de etanol em Mato Grosso também é robusta, com uma estimativa de 8,4 bilhões de litros para a safra 2026/27, enquanto o consumo interno é de cerca de 1,3 bilhão de litros. Essa diferença demonstra o potencial da indústria de bioenergia no estado e sua capacidade de abastecer o mercado.

Além de atender os motoristas, o setor busca expandir o uso do etanol em caminhões, tratores e máquinas agrícolas, o que pode reduzir custos de produção e logística no agronegócio. A diversificação das fontes de energia é vista como uma estratégia importante para o estado, especialmente diante da necessidade de otimizar operações no setor agrícola.

Os impactos econômicos da bioenergia são significativos, com as indústrias do setor gerando cerca de 151 mil empregos diretos, indiretos e induzidos. Em 2025, a arrecadação de ICMS relacionada à atividade alcançou R$ 3 bilhões, um aumento considerável em relação aos R$ 300 milhões registrados em 2016, conforme dados do Observatório de Mato Grosso, da Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt).

Para os consumidores, a expectativa é que a vantagem tributária do etanol se mantenha, mas é fundamental que os motoristas comparem os preços nos postos. A regra geral é que, em veículos flex, quando o etanol custa até 70% do preço da gasolina, ele se torna uma opção vantajosa, embora o rendimento possa variar conforme o modelo e as condições de uso.

Com uma produção estimada em 8,4 bilhões de litros na próxima safra, Mato Grosso está bem posicionado para fortalecer o mercado de biocombustíveis. A concorrência entre os combustíveis e a pesquisa de preços serão essenciais para os motoristas protegerem seus orçamentos.

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